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Ansiedade não nasce do hoje
A mente corre mais rápido do que a vida.
Não sou especialista em ansiedade.
Mas, se tem uma coisa com a qual eu luto bastante, é com ela.
A ansiedade, pelo menos para mim, quase nunca nasce do presente. Ela nasce da tentativa de controlar o futuro. De querer prever tudo, planejar cada passo, antecipar cenários que ainda nem existem.
A cabeça corre mais rápido do que a vida.
A gente desenha planos, cria expectativas, constrói versões perfeitas do que deveria acontecer. E quando a realidade não acompanha esse roteiro, vem a frustração, a inquietação, o aperto no peito.
Nem sempre acontece como a gente desenhou.
Na verdade, quase nunca.
Com o tempo, fui entendendo que parte da ansiedade não vem do excesso de tarefas, mas do excesso de controle que a gente tenta exercer sobre aquilo que não controla.
Planejar é importante.
Ter visão de futuro também.
O problema começa quando o futuro vira moradia. Quando a mente sai do hoje e passa a viver em cenários que ainda não existem. Alguns bons, muitos ruins, quase todos imaginários.
Combater a ansiedade, no meu dia a dia, tem sido aprender a voltar.
Voltar para o agora.
Voltar para o que está ao meu alcance hoje.
Voltar para o que pode ser feito agora, e só agora.
Não é simples.
Não é rápido.
E definitivamente não é linear.
Mas ajuda.
Talvez hoje a sua ansiedade não esteja pedindo mais planejamento.
Talvez esteja pedindo menos controle e mais presença.
Até o próximo café,
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